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Memorial

Page history last edited by PBworks 4 years, 9 months ago

Acesse aqui para ver  Minha linha de tempo

OBSERVAÇÃO:os dias são meramente fictícios.

 

 

 

PESSOAS QUE FORAM ENTREVISTADAS:

 

1)MÃE: LORITA MERTINS HOFFMEISTER

2)MADRINHA: RAINILDA ALTMAYER

3)TIA:TERESINHA HOFFMEISTER

 

 
 PERGUNTAS A SEREM FEITAS COM PESSOAS DE MEU CONVÍVIO FAMILIAR SOBRE MINHA INFÂNCIA:

1)Como foram as circunstâncias do meu nascimento?

2)Quem escolheu meu nome?

3)Que características eu tinha?

4)Como era meu relacionamento com a família?

5)Como era meu relacionamento com outras crianças?

6)Como rea a interação com meus irmãos?

7)Tive algum problema de saúde na infância?

8)O que gostávamos de fazer juntas?

9)Quais minhas brincadeiras, brinquedos favoritos?

10)Quais artes eu fazia e meus pais/avós não gostavam?flores elegumes

11)Assistia tv? Que programa?

12)Sofri algum tipo de acidente?

13)Ajudava quando criança nos afazeres domésticos, o que?

14)Como foi a ida a escola?

15)O que os professores costumavam falar sobre meu desempenho? E sobre meu comportamento?

 

 

                             MEMORIAL DA INFÂNCIA

 

       Aos 24 dias do mês de fevereiro de 1960 na cidade de Canoas, casaram-se Ervino Willibaldo Hoffmeister(11/11/1935) e Lorita Mertins Hoffmeister(10/10/1940), desta união nasceram quatro meninas:Rosane(31/01/1961), Marsane(07/05/1967), Marlise(15/03971) e, a "caçula" Roseli(02/05/1975). Durante uma brincadeira de descobrir qual o sexo do bebê com agulha e linha com a minha mãe, descobri que ela havia tido um aborto espontâneo, o qual teria sido um menino,  ela nunca havia falado deste caso para nós e, através desta brincadeira feita a minha mãe ela contou-nos que havia tido este aborto e que se não tivesse abortado e tivesse nascido aquele bebê menino nós não teríamos nascido.

       Nasci no Hospital Beneficente de Sapiranga de parto normal como, aliás,  foram os quatro partos. Cada vez que nascia uma de nós, as três últimas, o meu pai ficava na expectativa que nascesse um menino como sempre sonhara.Mas novamente nasceu mais uma menina de cabelos pretos, bochechas rosadas e até que era bem grandinha de olhos azuis até certa idade, pois hoje são verdes, então optaram por não terem mais filhos.

       No dia 9 de maio fui batizada na Comunidade Evangélica de Sapiranga, foram meus padrinhos: Adalipio Wolff, Willi Renner, Sátiro P. de Silva, Dulce Müller, Sélia Grippe e Rainilda Altmayer. Nesta ocasião minha mãe havia ganho um dinheiro no jogo do bixo com o qual fez algumas fotos de meu batizado.

      No dia 10 de agosto, semana do dia dos pais, saiu meu primeiro dentinho e um mês após do dentinho comecei a engatinhar e em seguida com 11 meses comecei a caminhar, dando muito serviço para a Rosane que tinha que estar correndo o tempo todo atrás de mim muitas vezes deixando seus afazeres domésticos.

       Na minha infância na colônia, interior de Sapiranga, não tinha amigas de minha idade pois a vizinha mais próxima tinha a mesma idade de minha irmã Marsane e brincava com elas.

        Minha mãe contou-me que brigava com minhas irmãs Marsane e Roseli mas não lembro de fisicamente só verbalmente.

         Não lembro de coisas que aconteceram comigo dos primeiros anos de vida até aproximadamente os 6 anos, lembro-me que uma vez fugi de casa para ir passear num vizinho que era muito amigo de meu pai ficava mais ou menos a uns dois quilômetros e meio de nossa casa, aquele dia deixei meu pai muito zangado.

        Em abril de 1977 ingressei na vida escolar,na escola Pastor Rodolfo, naquela época não era obrigatório freqüêntar a pré escola mas meus pais me matricularam pois não falava sequer uma palavra em português e não queriam que tivesse problemas durante a minha alfabetização...sorte que a profe da pré escola era de origem alemã e me entendia. Foi um tempo muito difícil, pois tudo que acontecia a culpada era eu pois não entendia meus colegas só via os dedos me apontando. Naquele ano passei a morar com meus avós paternos, pois lá onde morávamos a escola era muito longe isto aconteceu com minha irmã Marsane também, raramente via minha família durante o ano letivo pois só voltava para junto de meus pais nas férias de verão, raramente ia para casa nas férias de inverno pois dependia de carona para ir e vir, quando o vizinho vinha para Sapiranga ele passava e me levava para junto de meus pais, assim foram-se longos seis anos indo e vindo.

           No ano seguinte ingressei na 1ª série, lembro que fomos alfabetizados pelo método fonético; a professora tinha exposto o alfabeto no alto e todo  dia o líamos  e em seguida  ela nos ensinava  o  som  das  letras  e nós  repetíamos, fizemos isto por aproximadamente  por duas  semanas.  Quando  já sabíamos  ler  o  som  das  letras  partimos  para as  sílabas.  Lembro que um dia era para eu ler a família silábica do "c" =ca- co- cu-cão  a  profe saiu  da sala  e  quando  voltou perguntou aos meus colegas se tinha lido tudo e eles disseram que não tinha lido a sílaba "cu" e então fiquei de castigo durante o recreio isto me deixou muito triste, a cena sempre me vem na memória até hoje quando me lembro. Tornei-me uma boa aluna, tendo sempre notas(conceitos:MB) boas até que então fiquei muito gripada com muita tosse, tornando-se em uma coqueluche, era em meados do mês de outubro fiquei muito mal e os médicos do hospital de Taquara desenganaram minha mãe voltamos e me levaram ao doutor Candemil que tratava do meu avô receitou-me um xarope, CEBION 2mg e tomar bastante leite de vaca, ficando aproximadamente um mês fora da escola tratando da doença, o médico pediu que voltasse para casa de meus pais por ter ar mais puro ou então ficar baixada no hospital e é lógico que minha mãe optou pela primeira alternativa.

        Quando retornei aos estudos já perto  do final  do ano  minhas notas  baixaram muito  pois perdi  muita  aula.

         No ano de 1979, na 2ª série novamente adoeci, desta vez foi o sarampo que me deixou acamada, fora da sala de aula também era final de ano deixando minhas notas regulares conseguindo ainda a aprovação. Nas férias de verão, final de janeiro de 1980 quebrei meu braço direito, ainda bem que sou canhota, isto aconteceu quando almoçávamos num acampado que meu pai fez na roça pois era longe de casa e a terra que estava sendo cultivada era  arrendada. Brincava de pular do eixo da carroça quando perdi o equilíbrio e cai em cima do meu braço ao levantar-me doeu e vimos que ele estava quebrado então meu pai as pressas se ajeitou para irmos para casa e me levar a Dois Irmãos num senhor que trabalhava em casa como ortopedista, embora não tivesse formação, ele tinha como dom de curar as pessoas; coloquei gesso mas sim tala, gase e clara de ovo em ponto de neve para deixar mais firme o braço, lembro-me que não tive nenhum problema e que sarou rapidamente. Pronta para próxima!

        Quando esava cursando a 3ª série, já no final do ano o professor Valdomiro entrou na nossa sala de aula e começou a escolher quem seriam seus alunos na 4ª série fiquei orgulhosa por ter sido escolhida, ah, se errependimento matasse, estes foram os únicos anos que não adoeci.

         Lembro-me que quando meus avós podavam o pé de ingá brincávamos(minha prima e eu) em seus galhos como se fosse avião era muito divertido; não brincava com outras crianças a não ser na escola pois meus avós não nos deixava   ir na casa de autras crianças para brincar.

         Minha tia Teresinha me contou que era uma boa aluna pois nunca tiveram reclamações sobre mim, era ela e a madrinha Rainilda que buscavam meus boletins.

           No ano de 1981, minha irmã Marsane reprovou na 5ª e parou de estudar ficou em casa(colônia) e ajudava meus pais na roça, pensei queria que logo viesse a 5ª para reprovar e ficar com meus pais também; que besteira fui fazer perdi um ano com a reprovação; meu pai vendeu seus 24 hectares de terra e veio morar em Sapiranga por causo de nossos estudos(Roseli e eu). Foi também neste ano que a Rosane se casou com Anivo Müller no dia 25 de abril ficando morando com nossos pais.

         Em 1982 fui estudar na escola Willy Oscar Konrath, o Polivalente, pois havia ingressado na 5ª série e no Pastor só tinha até a 4ª série, foi um início de ano letivo bem agitado pois a Roseli começava uma nova etapa em sua vida durante um mês ficou morando comigo nos avós, foi uma época difícil para ela, pois acostumada a estar ao lado do pai e da mãe de repente viu-se afastada deles e começou a estudar na 1ª série e durante uma semana tive que ficar na sala de aula pois chorava em estar num ambiente totalmente estranho para ela, nunca tinha visto tanta gente reunida em um só lugar. Esperávamos anciosamente a chegada de nossos pais pois haviam vendido a chácara e vinham morar em Sapiranga. Para nossa alegria chegou o esperado dia, 17 de março, não precisava mais morar com meus avós depois de 5 longos anos. A minha sobrinha Adriana nasceu no dia 7 de abril lembro que Rosane passou alguns dias conosco na chácara, percebo agora que o dia que meus pais vieram morar em Sapiranga não fecha, já estávamos morando aqui há algum tempinho. Neste ano reprovei na 5ª, perdi um ano inteirinho para ficar com meus pais pois não sabia que viriam morar na cidade; desde o começo deste ano relaxei nos estudos, depois não consegui mais recuperar.

        No ano de 1983 repetindo a 5ª série fui uma ótima aluna, sempre tirando notas boas, foi também neste ano que ingressei nas aulas de doutrina pois eram dois anos. Quebrei meu braço direito novamente caindo da charrete desta vez a fratura foi mais séria, novamente meu pai teve que parar seus afazeres, fomos até a casa de meu finado tio Oscar o qual aconselhou que meu pai me levasse para o hospital, meu pai não queria pois demorariam muito para arrumar meu braço então meu tio lembrou-se de que em Novo Hamburgo tinha uma mulher que arrumava ossos quebrados, coincidência ou não ela era irmã do senhor que arrumou meu braço em 1980.

         Em maio de 1984, Marsane casou-se com Júlio Cézar, foi num sábado de manhã, chovia muito e nossa mãe dizia que não era bom casamento em dia de chuva não dava sorte. Neste mesmo dia nós alunos do Polivalente teríamos uma mini olimpíada na qual eu ia participar com salto em altura mas não participei devido ao casamento, meus colegas ficaram chateados disseram que se tivesse ido tería ganho pois a menina que ganhou saltou 63cm e no treino eu cheguei a saltar 103cm. Mas para mim o que era importante foi o casamento; pois somente em datas deste tipo é que víamos parentes que a muito tempo não se via.

          Em 1984 foi também o último ano de doutrina, então chegou o grande dia da Confirmação, era 28 de outubro e minha mãe havia mandado fazer um conjunto verde claro(saia e casaquinho); estava na 6ª e no fim do ano fui aprovada para a 7ª série.

         Nas férias de anos anteriores sempre brincávamos que nossos cachorros eram boizinhos os coitados tinham que puxar carretinhas de madeira que o pai fazia para nós, até que resolvemos tornar a brincadeira com boizinhos de verdade eram dois terneiros que ficavam na soga e eram bem mansinhos. Os pobres sofreram conosco, de carreta que puxavam até cavalo chegaram a ser pois o dono da chácara tinha uma sela de dama na qual sentava-se de lado o meu boizinho, o Mimoso foi a vítima em virar cavalo colocamos a sela nele e íamos montá-lo porém na hora de tirá-lo do curral a sela prendeu na porta e conseguiu tirá-la e não deixou mais a colocá-la, talvez esta brincadeira não era para acontecer. Passamos por muitos sustos com nossos boizinhos quando a atividade que teriam que realizar era muito forçada se ajoelhavam no chão como se fossem morrer deixando-nos apavoradas, se morressem o iríamos fazer, mas no final sempre dava tudo certo e o pai pode vender depois uma junta de bois adestrada por mim e a Roseli.

          O ano de 1985 foi marcante para mim estava na 7ª série, pois além de ter tido uma greve muito longa dos professores estaduais, tivemos que recuperar as aulas durante os sábados a tarde até o final do ano. Julho foi um mês com novidades, nascimento de Cristiane, em 10 de julho, filha da Marsane a qual tornou-se minha primeira afilhada, para isso tive que fazer um curso de madrinha. O batizado foi no dia 08 de setembro. Passei para a 8ª série.

          Este era meu último ano no Polivalente, fim de primeiro grau, parei de estudar quando terminei a 8ª série pois havia começado a namorar e minha mãe disse que estudar, namorar e trabalhar não dá certo.

          Então, em janeiro de 1987, comecei a trabalhar na Paquetá adorando a novidade pois o namoro estava dando certo e no dia 15 de março, meu aniversário, noivei e mais um ano se passou.

         No dia 21 de maio casamos no civil e, no dia 28 de maio às 7h da noite nos casamos no religioso,a cerimônia foi realizada pelo padre D. Izidoro, na igreja Católica do Sagrado Coração de Jesus localizada no centro de Sapiranga. A festa foi pequena só padrinhos,tios, e familiares. Quando revejo as fotos dá muitas saudades pois alguns familiares já faleceram(meus avós paternos com quem vivi muitos anos,meu tio Oscar, minha prima Fabiane que ficava na vó enquanto seus pais trabalhavam, um padrinho; as crianças hoje já são todos casados e com filhos.

   

   

    

 

 

 

 

  

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

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